
Guilherme abriu os olhos pesados, embriagados pela noite mal passada, sentiu os leves empurrões nos seus ombros e olhou a menina, seus olhos inocentes, estava ao seu lado, nem prestou muita atenção, ouviu um “bom dia”, mas ainda estava sonolento, sentiu suas costas doendo e percebeu que tinha dormido sentado, a menina tinha pedido companhia das meia noite ate as uma hora da manhã, mas acabou dormindo sentado com ela em seu colo, conseguiu erguer os olhos para ver ela novamente, um tanto mais próxima e sentiu uma mordiscada em seu pescoço, sentiu um arrepio subir do fim de suas costas e ir ate seu pescoço e o fez despertar de vez e olhou a menina apoiando-se nas mãos e olhando sem seus olhos com um sorriso inocente e um olhar indescritível.
-Acordou amor?
Colocou a mão no rosto e resmungou baixo enquanto tentava acordar, viu ela se levantar e abriu a porta com a mesma camisola meio branca com rosa de ontem à noite.
-To indo, to indo.
Então colocou as pernas para o lado e então engolindo aquele gosto amargo de sono, então levantou e sentiu sua dor realmente atacando, é deveria der dormido deitado, mas não havia espaço para arrependimentos, andou ate o corredor e foi andando em direção a cozinha e olhou para Pedro cozinhando algumas coisas e Mateus fazendo um tipo de pão com canela no forno, respirou fundo e se espreguiçou, ouviu a voz de Pedro perto do fogão.
-Bom dia, vai querer panqueca?
Guilherme se sentou na cadeira e olhou para Pedro.
-Nesses momentos tenho medo da minha resposta, ta eu aceito.
Tentou acordar e olhou para traz vendo a menina de pé em suas costas e logo bateu na cadeira ao lado para ela sentar ao seu lado.
-Não esqueça que você dormiu comigo...
Ela deu um sorriso inocente e se sentou ao seu lado, começando a colocar uma xícara de café, um tanto fraco e ruim, afinal Mateus nunca foi bom em fazer café, logo começou a tomar o café enquanto ouvia algumas piadas insanas de Pedro enquanto terminava de fazer as panquecas, viu uma panqueca voar no seu prato e Pedro sorrindo de longe, percebia que foi pura sorte não voar na sua cara.
-Opa, cuidado com o negocio mole do negão.
Guilherme olhou num sinal de desaprovação e riu logo depois, cortou um pedaço para provar e então continuou a comer, não iria falar que estava bom, talvez seus atos já demonstrassem isso, Mateus pegou um pão dos que ele fez e foi para o sofá com um copo de leite com Nescau, segurou o controle da televisão e ligou a mesma.
-“...Continua um caos, vários pacientes já saíram do HRAN e foram para hospitais
particulares, como Santa Luzia, Pronto Norte e Santa Lucia, mas nenhuma vitima da infecção conseguiu ser salva, os sintomas são Alucinações infecção na parte na ferida, febre alta e desmaios constantes, a doença é altamente contagiosa, e pedimos que se você sente esses sintomas e teve contato direto com alguém doente, vá para o pronto de socorro mais rápido o possível, a situação aqui é grave, os pacientes que saem do coma voltam totalmente transtornados e com problemas mentais sérios, parece que é um ataque de raiva, estamos aguardando mais informações...”
O canal foi mudado logo depois por Mateus, Guilherme fez um silencio e Hannah passou a mão em seu ombro, Pedro ficou meio quieto quando ouviu isso, queria realmente entender aquilo, normalmente iria caçoar daquilo como fez com a fama da gripe suína, mas seu amigo tinha visto e ficou tão abalado que o fez parar para pensar melhor, Guilherme se levantou rejeitando o resto da comida, tomou o resto do café e foi para o quarto, Hannah ficou calada, pois o que vira na noite passada foi horrível, e se imaginava no lugar dele quando ninguém acreditava no que ele contava dias antes, na queda do avião, a menina começou a comer também e foi quando comentou.
-Tenho medo dessa situação, aquela confusão toda no pátio nem foi comentada parece que querem evitar pânico, mesmo com o pátio Brasil estando cercado de policiais e carros de policia.
Pedro então olhou com cara feia para onde Guilherme foi e se sentou ao ver Mateus vendo desenhos infantis e rindo as vezes do que o pica-pau fazia.
-Não tira da minha cabeça que aquele preto não gostou das minhas panquecas, de qualquer jeito, Se aquilo for fruto dessa doença eles vão querer deixar o caso baixo, para tentar controlar, afinal nenhuma doença jamais vista teve esses efeitos colaterais...
Pedro falou e tentando expor um pouco de seu conhecimento de sua antiga faculdade, que dava uma idéia de decisões políticas, Hannah murmurou algo como “nerd”, enquanto Mateus tentava esquecer tudo aquilo, afinal dali ele era o que mais estava tenso com aquilo tudo, no quarto de Mateus, Guilherme ligou o computador e colocou algumas musicas baixas para ouvir, ficou olhando para o teto deitado na cama do garoto, tentava esquecer tudo aquilo, tinha perdido o sono, era umas 10 horas da manhã, tinha algo em sua mente que gritava, e era isso que ele queria fazer, tinha uma angustia dentro de si que precisava soltar, mas era introspectivo de mais para isso, ficou apenas calado, tinha um péssimo pressentimento agora, precisava tomar um ar, a noite passada foi cansativa, Hannah falou bastante de seus problemas enquanto estava acordada, quando ela dormiu teve medo de se mexer e acordar a menina e acabou dormindo sentado, e isso foi o que causou seu corpo dolorido de agora.
W3 norte, 708 norte.
Os grunhidos faziam o oficial Marcos tremer, ele tentava discar o numero do telefone e ao mesmo tempo olhar para os revoltosos, a barricada feita com os carros da policia já estavam cedendo, em tão pouco tempo eles tornaram a w3 inteira um inferno, e estavam rumando para se espalhar, ele então ouviu o telefone chamar, estava com a arma na mão, sabia que tinha infringido a lei, porém que diferença faria? Já que com tantos deles ali iriam acabar o matando, e alem do que por mais que ele atirasse eles não paravam, era horrível aquele cheiro.
-Código vermelho, fechar perímetros da cidade, estado de quarentena, os revoltosos ou sei lá o que, já tomaram toda a W3, sugiro...
Foi então que um deles se jogou contra o carro e ele percebeu que já estavam tão perto que seria difícil escapar, se arrastou ate a frente e virou para aquele homem, de olhos brancos e pele pálida, o sangue era nítido em sua roupa, ele então mirou e pediu para o rapaz parar, mas ele continuava a se arrastar por cima do capo do carro, e então ele atirou e pegou em sua cabeça, sorte ou azar, ele conseguiu matar um deles, mas tinha um pequeno pesar na consciência
-Droga, eu vou acabar sendo despedido.
E foi então que ele olhou seus companheiros mais a frente, alguns ainda relutavam em alguns tiros, pontapés e pancadas com cassetetes, mas percebeu então que todos, todos estavam mortos, ou prestes a morrer, ele tremeu o queixo e engoliu em seco tudo aquilo, viu sua cidade totalmente destruída, e cheia de sangue, era pior que uma guerra, em menos de duas semanas estava tudo tomado, ele pegou o telefone ainda ligado e falou um tanto estático.
-Estamos todos perdidos, tire quem vocês poderem daqui, é o fim...
Via uma barricada de carros da policia, mais a frente e viu todas aquelas pessoas cheias de sangue, eles se deitavam e passavam por baixo, pancadas, tiros, nada fazia efeito, apenas aquele ultimo que atirou em sua cabeça e Marcos então teve uma idéia e então pegou o radio e levou a boca, mas antes disso sentiu seus pés puxados e caiu para traz, a ultima coisa que viu foi uma mulher deformada abaixar em seu rosto e morder a metade de seu rosto, a dor foi tanta que perdeu a consciência imediatamente, o cenário era outro agora, a cidade que era tão normal passava por algum tipo de pesadelo, sangue por toda a rua, armas jogadas no chão e o caos era implantado naquele local, e ia se espalhando, pessoas fugindo ensangüentadas, elas atravessavam a rua mais movimentada desesperadas e acabavam sendo atropeladas e causando um engarrafamento enorme.
SMU, Quartel General do Exercito brasileiro.
-Senhor, ligação da secretaria de segurança publica.
O General olhou para o soldado e ergueu uma de suas sobrancelhas, se perguntou se depois de tanto tempo, uma guerra iria explodir, era velho, um bigode comum, careca apenas na parte superior da cabeça, mas tinha uma expressão um tanto dura, ele andou ate o telefone e atendeu, as palavras que escutou no telefone, o fez gelar sua alma, não sabia por que, mas um estado completo de isolação sem quase nenhum aviso prévio era por que as coisas estavam feias. Minutos depois todo o quartel foi acionado uma sirene forte tocava e ensurdecia cada recruta e soldado, já tinham alguns jipes e caminhões saindo do quartel, levando consigo materiais com o qual fariam um cerco, nenhum soldado ali realmente entendia o porquê daquilo tudo, mas sabiam que pela primeira vez iriam ter utilidade, aumentando então o seu salário.
Plano piloto, L2 norte, 405
Mateus estava entediado no sofá ouvindo Pedro e Hannah falarem besteiras, e ouvindo a gargalhada um tanto exagerada de Pedro, quando viu o recado de emergência começando logo depois de interromper o seu programa, desligou a televisão e levou seu prato ate mais a frente, coincidência ou não, todos os celulares estavam desligados naquele momento, Guilherme continuava deitado, logo viu a janela, ouviu carros buzinando varias vezes derrapadas, mas não estava nem ai, se lembrou de colocar o celular na carga, se levantou e então foi ate ele e o colocou para carregar, o ligou e voltou para a cama, quando se deitou acabou por fechar os olhos. Como por um segundo abriu os olhos e viu tudo escuro, deduziu que tinha caído no sono, e então notou o que tinha lhe acordado, o seu celular tocando como um alto falante, ele se levantou e não olhou pela janela, logo que atendeu, a voz do outro lado chorava, não entendeu quase nada apenas que estava em na quadra 703 norte, ele achou estranho e logo que desligou percebeu que o celular era uma velha amiga, o numero era de Jessyca, engoliu em seco, e como sempre vestiu uma calça rápido e uma blusa e um tênis, passou um desodorante amarrou uma bandana na mão e então saiu apressado percebeu que todos estavam dormindo no sofá e no quarto e logo viu a porta se abrir enquanto guardava o celular no bolso.
-Puta merda, lá fora ta um caos...
Pedro estava visivelmente abalado, um pouco intrigado e com algumas mãos cheias de sangue, fechou a porta logo atrás respirando fundo.
-Você estava certo, aqueles caras têm um péssimo gosto para visual...
Ele entortou a cabeça tentando entender e olhou Pedro indo ate a janela perto do sofá aonde Mateus dormia com a boca meio aberta, e logo caminhou ate ele ao ver o mesmo abrindo a cortina, era noite, mas dava para ver o caos da cidade, folhas para todo o lado, carros pegando fogo, algumas pessoas correndo e outras cambaleando pelos cantos, Guilherme também percebeu uma mulher rastejando com a cintura para baixo decepada e entre abriu a boca e logo se tocou no que Jessyca tinha se metido, ele num pulo pulou ate a porta e foi quando sentiu o puxão de Pedro em seu braço.
-Aonde pensa que você vai?
Guilherme respirou fundo e olhou para a janela e olhou Pedro.
-Olha não tenho tempo para explicar, mas essas aberrações não perdoam ninguém, minha amiga me pediu ajuda e eu vou ajudar não importa o que aconteça, se quiser vir tudo bem, se não eu vou sozinho.
Ele então virou as costas e foi ate o elevador e olhou para Pedro e continuou serio, era a primeira vez que Pedro via o garoto assim, mas não iria deixar o mesmo ir sozinho, correu ate sua mochila e voltou correndo com as mãos ainda vazias, eles então pegaram o elevador e desceram.
-Se prepare, eles são duros na queda.
Quando a porta do elevador abriu viu tantas pessoas tentando entrar no elevador que quase lhe paralisou, viu então Pedro dar um chute e empurrar todos, fazendo todos os que estavam ali cair, Guilherme ficou um pouco impressionado, mas ficou calado, passaram correndo tomando cuidado para não pisar neles, o elevador se fechou antes mesmo deles olharem para traz, sorte talvez, eles saíram dali e Guilherme teve a noção do que realmente estava acontecendo, estava tudo um caos tão grande que já começaram a correr na falta da esperança de pegar um ônibus, Guilherme se desviava de todos aquelas pessoas cambaleando, as que estavam correndo não costumavam fazer mal, estava começando a ligar as coisas, mas quando chegou em uma área mais aberta olhou para os lados e parou um pouco, viu Pedro um pouco mas atrás chutando todos os “monstros” que via pela frente e olhou ao redor, a quantidade era exorbitante, eram mais de centenas, não sabia como aquilo fora acontecer, apenas por um segundo tinha perdido as esperanças.
-Vamos nessa meu rapaz, aqui não ta para brincadeira...
Falava Pedro com seu coturno cheio de sangue nas pontas, Guilherme saiu de seu transe repentino, eles correram sem se cansar ate a parte do Eixo, olhou para todos aqueles carros, fogo por todos os lados, e pode observar pessoas sendo comidas vivas por aquelas pessoas, mas foi ai que os dois se tocaram que aqueles que estavam perambulando por ai, definitivamente não eram Humanos, via todo aquele sangue, pessoas que foram atropeladas, algumas ainda vivas, mas por pouco tempo, já que algumas tinham fraturas expostas.
-Puta que pariu.
Exclamou Guilherme num ato meio desesperado ao ver aquilo, seu estomago embrulhou com aquilo tudo, mas depois de tudo o que passou estava se acostumando, percebeu que alguns daqueles monstros estavam seguindo para a saída da cidade como se estivesse seguindo algo, não se importou, eles começaram a andar rápido tomando cuidado com as pessoas que tentavam lhe agarrar, estava morrendo de cansaço, imaginava como era que Pedro corria com aquelas botas tão pesadas, então eles chegavam do outro lado, ainda via algumas pessoas tentando fugir de moto pelo meio daquilo tudo, respirou fundo, e foi ai que começou a ouvir tiros de todos os lados, como se estivesse em uma guerra, Puxou os ombros de Pedro e olhou para o mesmo, estava tremendo de medo, porém não paravam de avançar.
-Com esses tiros é melhor tomarmos mais cuidado, vamos abaixados...
Começaram a correr abaixado, Guilherme já suava, estavam chegando mais perto da W3, sabia que iria ser mais difícil ainda para voltar, logo eles pararam no em uma entre - quadra, um campo quase todo aberto, tinham umas quadras mais atrás por onde eles tinham passado. Guilherme então parou e colocou a mão no joelho abaixando-se um pouco, a gritaria parava um pouco agora, Pedro estava cansado mas não como Guilherme, que tentava recuperar o ar e esquecer a garganta seca, e logo os dois pararam e olharam para os lados, viu todos os que perambulavam indo em direção a eles dois, como se fossem os únicos que sobraram para eles comerem.
-Me diz que esse som é do vento...
Falava Guilherme ao se levantar e ouvir aqueles grunhidos, então se lembrou de Jessyca e então eles se entreolharam, então correram como nunca, ao chegar na W3, viu a barricada policial e um ônibus tombado, mais a frente, tinha vários cadáveres tentando entrar no ônibus e alguém gritando, ele sabia que era ela, ou pelo menos adivinhou,logo após olhou para Pedro.
-E agora? O que faremos?
Perguntou Guilherme bastante perdido, enquanto olhava aquelas coisas em sua volta, olhou Pedro que parecia ter tido uma idéia.
-Já sei, eu já volto, tenta ficar vivo, vou tirar esses filhos da mãe de perto do ônibus.
Pedro então correu para a barreira policial, Guilherme jogou o cabelo para traz e ficou olhando tentando saber o que iria fazer, olhou um machado no chão, era conveniente mas não sabia se iria ter coragem de atacar uma pessoa com aquilo mesmo naquela situação, pegou o machado em suas mãos e ficou segurando-o enquanto olhava para aqueles monstros, gritou em uma tentativa de tentar fazer a menina se acalmar, mas só Fez chamar atenção deles , mas ela parou de gritar, ele viu a quantidade, e cada vez mais os cadáveres se aproximavam, lentamente e aquilo o deixava-o cada vez mais tenso, seu coração saia pela boca, e logo quando eles se afastaram um pouco um ronco de uma caminhonete soou pelo lugar, era Pedro que dirigia desgovernadamente e atropelou uma boa parte daquelas pessoas jogadas aos trapos, Guilherme ficou aliviado mas viu o garoto bater a caminhonete logo a frente, deduziu que ele estava bem a julgar que a pancada não fora muito forte, ele correu ate o ônibus com o machado ainda e foi para o vidro da traseira do ônibus, sem coragem o suficiente de matar uma pessoa, apenas empurrava elas com o machado, o ônibus estava deitado com todas as janelas destruídas, ele pulou para a parte de traz que estava com o vidro quebrado, ele foi andando e viu a menina, Cabelos negros, repicados , e com uma franja que dava um ar mais jovem a ela, mas tinha algo errado, sua testa sangrava e ela não andava direito, estava com borrões pretos ao redor dos olhos, talvez chorava de desespero, ouviu um tiro tão alto do lado de fora que parou de prestar atenção por onde andava, e logo sentiu uma puxada em seu pé e caia para frente, Jessyca deu um grito grande nesse momento, ele olhou para traz e segurou o machado com força viu que ele iria morder sua perna e então ele fechou os olhos e desceu o machado, que por pouco não acertava sua perna, mas pegara bem no crânio do rapaz deixando o machado preso pela metade, ele então se levantou e foi em direção a garota e se ajoelhou.
-Você esta bem?
Jessyca estava muda ela apenas deu um sim com a cabeça e então ele puxou a menina com a mão e foi ate o machado ainda preso no crânio do homem ali, pegou o cabo do machado mas estava preso, ele então soltou a mão dela e então pegou com as duas mãos o cabo do machado e olhou para o outro lado, pisou no corpo e retirou o machado, Jessyca virou para o lado e terminou de vomitar o que estava segurando por algum tempo, ele então ouviu Pedro gritar do lado de fora, os tiros cessaram e então ele saiu do ônibus junto com a menina , puxava ela com uma mão e a outra segurava o machado, e foi ai que viu todos aqueles zumbis tentando pegar o garoto que estava encima do carro com uma escopeta, ele se impressionou como que ele agüentava o impacto daquela arma, ele logo começou pensar, e então pensou duas vezes antes de sair batendo em todo mundo, não podia deixar a menina para traz, ouviu os grunhidos vindo de suas costas, logo puxou a garota e começou a correr para o outro lado e viu um policial morto no chão com uma granada, ele olhou para Pedro e olhou a granada, se abaixou e então olhou para seu amigo.
-PEDRO, PEGA IMPULSO E PULA.
Quando Pedro viu o que ele segurava não pensou duas vezes e pulou, ao mesmo tempo que Guilherme jogou a granada com seu pino recém tirado, foi certeiro na cabeça de um dos monstros, deu tempo de Guilherme se abaixar tentando proteger Jessyca , ouviu o pior barulho que já tinha ouvido em toda sua vida, o impacto foi tão grande que explodira 3 carros de uma vez havia sangue e pedaços de pessoas voando para todo o lado, quando o barulho se foi , mesmo bastante surdo, Guilherme puxou o braço da menina e voltou em direção ao Pedro, eles começaram a correr, em direção ao eixo, porem ele apenas conseguia ouvir um barulho fino e irritante, o que atrapalhava muito, tentava não soltar a menina que tropeçava as vezes, quando chegaram no eixo, o caos tinha tomado parte de tudo, carros empilhados e corpos por todos os lados, começaram ambos a andar, mortos de cansados, Jessyca tinha dificuldade de andar pelas lagrimas que ainda desciam de seu rosto, eles começaram a desviar dos carros e tentar se afastar daquelas criaturas, Guilherme ouviu um gemido de dentro de um carro, não era como os outros, então pediu para que Pedro fosse acompanhando ela e foi ate o carro abrindo a porta. Viu uma criança ainda perdendo a consciência no banco de traz, sendo despedaçada pelos seus próprios pais, ele olhou com uma cara de nojo e náusea e foi então que virou para traz e deu de cara com uma mulher de olhos esbranquiçados e pele morta, era um deles não havia duvida, mas não deu tempo de pensar ela caiu por cima dele e ele tentou afastar sua boca de perto, sabia que aquelas mordidas deveriam doer demais, ela tentava morder seu rosto desesperadamente e ele não conseguia afastá-la, vê-la de perto fazia seu estomago embrulhar, não tinha como gritar, percebia que ela não era a única que estava perto, conseguiu ver a metade de sua boca do lado de fora, como se alguém tivesse rasgado sua bochecha, e logo então ouviu um tiro que o fez se proteger, ele então abriu os olhos e olhou para o lado, não acreditou no que via, afinal era ele, nunca imaginaria que ele apareceria em uma hora como aquela, se levantou e viu o rapaz, com um casaco preto, cabelos para traz, um pouco grandes, pele um pouco morena, olhos puxados, usava luvas, calça jeans e tinha suas orelhas furadas.
-Caracas Eric, eu te devo uma mano.
Ele se levantou e começou a correr em direção a ele e cumprimentou o velho amigo com um aperto de mão, e logo olhou para Pedro chamando os dois mais a frente.
-Olha cara te explico depois, mas vamos para a casa do meu amigo, poderemos fazer um plano por lá.
Ele falou e logo puxou o rapaz também rumando à casa de Mateus, mais a frente Pedro continuava a andar segurando a escopeta sem bala, Eric abriu a boca e olhou o rapaz com a arma.
-UOU, pensei que vocês estavam desarmados, bom cara é bom te ver de novo, mas não numa situação dessas, vamos dar o fora daqui.

4 comentários:
Rapaz, adorei o capitulo.
A narrativa ta meio confusa, mas em geral ta mto massa. adorei o meu "eu". Ele é tão... eu.
pows, eu tô sendo um inutil praticamente na historia, as unicas coisas que eu faço e morrer de medo, dar abrigo e comida xD'
Pelo menos voce ta na história D:
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